Um dia recebi a indicação de uma amiga da minha mãe para ler o livro “Mais que amigos”, da Barbara Delinsky. Aquele livro mudou minha vida: leitora compulsiva desde os 5 anos de idade, aos 15 me tornava fã de romance norte-americano. De Delinsky para Nora Roberts e ai Danielle Steel foram poucos meses.

Exímia romancista, foi, no entanto, o único livro biográfico de Danielle que me conquistou. O Brilho de Sua Luz, no qual a autora narra a história de um dos seus nove filhos, Nick Traina. Sempre o xodó da mãe, a veia artística do garoto mal teve tempo para ser exibida ao mundo… Bipolar, Nick cometeu suicídio aos 19 anos.

A narrativa forte, envolvente, repleta de detalhes, a emoção de cada linha, o apelo da mãe que, mais que chorar a morte do filho, busca ajudar outras pessoas na sua situação, jamais saíram da minha mente. Pouco tempo depois, cursando o técnico de enfermagem, pude ver o lado fisiológico da doença.

Hoje, estudando jornalismo, tenho a chance de compartilhar essas duas vivências e agregar a elas o máximo de informação possível, mantendo o serviço de utilidade pública proposto por Steel, o de alertar as pessoas para o risco dessa grave enfermidade, o transtorno bipolar do humor.

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